
Digno do Fim
Dado o lustre, social una esperteza,
Tudo orgulho desfeito, desafio,
Não dou de mim fausto, inda clareza,
Nem de quanto indiferente me rio.
Não só se despoja em plena certeza,
Ora se imunda desafiando o trio,
Tanta opulência goza da realeza
Que nada toma calor do seu frio.
Como queria estar por esse lado
Sem de luto perder parte de mim,
Nada enquanto somos divino o fado
Me faz não aceitar humilde sim;
O recanto aguarda o cheiro amado
Já quente, livre e digno do fim.
Dado o lustre, social una esperteza,
Tudo orgulho desfeito, desafio,
Não dou de mim fausto, inda clareza,
Nem de quanto indiferente me rio.
Não só se despoja em plena certeza,
Ora se imunda desafiando o trio,
Tanta opulência goza da realeza
Que nada toma calor do seu frio.
Como queria estar por esse lado
Sem de luto perder parte de mim,
Nada enquanto somos divino o fado
Me faz não aceitar humilde sim;
O recanto aguarda o cheiro amado
Já quente, livre e digno do fim.
Aveiro, 14-12-2006
Vem Sempre e Toda
Trago o amor humilde mendigado,
Obediente, devaste silencioso,
Dizeres, dor, azevinho cheirado,
Torna a enganar inda doloroso.
Estou parado tocando a rebate
E por mais apelativo que seja
Todo o ricochete volta e me bate,
Por muito que olhe, olhe e não veja!
E se de todo o escuro saíres,
Liberta, vem depressa e de verdade,
Vem sempre e toda mesmo se traíres.
Porquanto de tudo a base amizade
Perdura sempre, mesmo se caíres
Do breu, sol-posto ou felicidade.
Vem Sempre e Toda
Trago o amor humilde mendigado,
Obediente, devaste silencioso,
Dizeres, dor, azevinho cheirado,
Torna a enganar inda doloroso.
Estou parado tocando a rebate
E por mais apelativo que seja
Todo o ricochete volta e me bate,
Por muito que olhe, olhe e não veja!
E se de todo o escuro saíres,
Liberta, vem depressa e de verdade,
Vem sempre e toda mesmo se traíres.
Porquanto de tudo a base amizade
Perdura sempre, mesmo se caíres
Do breu, sol-posto ou felicidade.
Aveiro, 04-01-2009

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