O Teu Íntimo
Vislumbro-te e logo toco o teu íntimo
Que figura na pessoa do ente,
Sendo o arrepio um toque tão ínfimo,
Premonição do tempo longo ausente.
Como pode a sensação explicar?
Tu sentes, eu sinto sem perceber
Que vão momento foge de se achar
Da sorte e enclausura sem saber.
E se tudo arrepiasse da não vida,
Toda a sorte caminhasse p´ra norte
Ou soubesse que ela foi tão traída?
Se todo o temor fosse justa morte,
Todo o calor e frio fosse ferida?
Eu sei que ela é nossa e não tem jazida.
Aveiro, 22-12-2008
Solo Prometido
Solo prometido ao lado do sonho
Destas que pairam, me comem ferozes,
Nos seus corpos de calma o meu ponho
No vasto lago ao som de suas vozes.
Então sou eu ao nascer e transponho
Livre, surdo de culturas e poses,
Seus corpos que ora não são meu medonho
Fim, som acordado, barco, velozes.
Sou de vós um pedaço ora em terra
Que não vos alcança, fado doutr´ano
E por ti, no caminho de quem erra
Ao abalar sofro do puro engano,
D´alta eternidade posta na guerra
Antes da serena paz do profano.
Lisboa, 10-11-2007
Vislumbro-te e logo toco o teu íntimo
Que figura na pessoa do ente,
Sendo o arrepio um toque tão ínfimo,
Premonição do tempo longo ausente.
Como pode a sensação explicar?
Tu sentes, eu sinto sem perceber
Que vão momento foge de se achar
Da sorte e enclausura sem saber.
E se tudo arrepiasse da não vida,
Toda a sorte caminhasse p´ra norte
Ou soubesse que ela foi tão traída?
Se todo o temor fosse justa morte,
Todo o calor e frio fosse ferida?
Eu sei que ela é nossa e não tem jazida.
Aveiro, 22-12-2008
Solo Prometido
Solo prometido ao lado do sonho
Destas que pairam, me comem ferozes,
Nos seus corpos de calma o meu ponho
No vasto lago ao som de suas vozes.
Então sou eu ao nascer e transponho
Livre, surdo de culturas e poses,
Seus corpos que ora não são meu medonho
Fim, som acordado, barco, velozes.
Sou de vós um pedaço ora em terra
Que não vos alcança, fado doutr´ano
E por ti, no caminho de quem erra
Ao abalar sofro do puro engano,
D´alta eternidade posta na guerra
Antes da serena paz do profano.
Lisboa, 10-11-2007

Olá amigo Diogo
ResponderEliminarSim é como diz, temos muito em comum, a começar pela poesia, o seu estilo diz-me muito tal como eu gosto de algo enigmático, quanto menos explicito mais deixa a imaginação do leitor a pensar, mas gostei muito muitos parabéns. O poema do Castelo também é muito bom.
Grande abraço, vamos continuar a falar…