Destino
Pelo teu rosto de amor oblativo
Escorre a aspereza dos novos dias,
Ditos p´las árvores de fim cativo,
Que, sempre aqui, vigiaram se partias.
Semeado na escarpa cresço a direito.
P´lo vale que cala o silêncio solto
Poupa-se a mágoa, mata-se do peito
Saudade, incenso da batalha envolto.
Crivados no tempo, fim do destino.
Adivinha-se o começo da vida
Na ribeira d´água, qual veiga, o hino,
Verde que ora deixamos a sorrir.
Da espera tua ausentamos a ida,
Porquanto outros se afastam sem partir.
Aveiro, 27-05-2006
Castelo
Terra lustre e firme desembarcado,
Em alcateias afiadas de areia,
Não temo o doce suor deslocado,
Filo d´oiro jazida ora sereia.
Do desejo liberto, condor feito,
Pouso certo, da minha vida o ramo,
Aparto desejo, amor satisfeito,
Na luz da razão então sei que te amo.
Céu aberto, em água concolor
Pico o caminho na hora de tê-lo,
Hostil apaziguado amansa a dor.
Tudo o que me dás eu não sonho sê-lo,
Porquanto tu serás o que eu não for.
Enamorado aceito o teu castelo.
Aveiro, 29-07-2005

Parabéns pelos livros, pelo blog, por mais um sucesso na tua vida...
ResponderEliminar"Adivinha-se o começo da vida" sempre que o Destino assim o quiser!
Que ele te faça sempre caminhar na direcção do teu castelo...
Beijo fofo*