Terça-feira, 19 de Maio de 2009
Livros Publicados - Poiesis XV, Editorial Minerva, Outubro 2007
Jovial Olvidada
Pela cruz do meu sangue esmorecido,
Supliciado ente espírito evidente,
Rubra terra celeste certamente,
Cônscio, olhar lapso à pena lapido:
Esconsas maçãs secas ladras d’alma,
Vingativas quotidianas camisas,
Emanantes tristes folhas narcisas,
Orgulhosas palavras letais!… calma!…
A jovial, ubíqua omniforme espada,
Escrutas, auscultas, não dizes nada,
Obsidias, apunhalas tão bem!
Idolatro o arborícola ancestral,
O sangue empalidado umbilical!
Não choro. Quem chora é quem não te tem.
Aveiro, 05-12-1995
Ventre Agudo
Na passagem da tua intensa luz,
Em ventre agudo liberto se cria
O amor que o tempo atrasado seduz,
No alento distante que torna dia.
É fogo na ausência do calor
Que me acende o corpo ao redor de ti,
No desdenho, lento, fácil amor,
Que tarda na boa sorte que senti.
Sei-te por mudas palavras de olhares,
Do teu querer que consome dos nortes
Todo o tempo finito sem falares.
Sei-te por tantas vidas, longas sortes,
Do meu desejo deserto de achares
Na presença de tantas sábias mortes.
Aveiro, 27-04-2006
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Parabéns!
ResponderEliminarSão lindos como tu!!
Dei uma leitura muito rápida, mas pelo que me pareceu, este é o melhor. Certamente não terei o mesmo jeito com as palavras como tu tens, mas não poderia deixar passar em branco a minha visita à página de tão ilustre poeta! O menino está de parabéns... esta tua genealidade deixa-me completamente fascinada...
ResponderEliminarBeijinhos doces
Mónica Valente